Daniel Oliveira: «Por que apoio Sampaio da Nóvoa?»

Daniel Oliveira«Como cidadão, tenho o dever de tomar posição. Como comentador, tenho o dever de a explicitar para quem me lê ter toda a informação. Sempre me comportei assim e sempre assim o farei. É por isso que explicito aquilo que é mais ou menos evidente mas que ainda não tinha escrito de forma clara: o meu apoio a António Sampaio da Nóvoa como candidato à Presidência da República. As razões resumem-se rapidamente. Muito se fala sobre onde cada um tem estado. Pois eu sei onde esteve Sampaio da Nóvoa nos últimos quatro anos. Sei que posições tomou, como reitor e depois disso. Sei que esteve, com coragem e sem meias palavras, do lado da resistência cidadã a uma política criminosa de destruição do país, que expulsou centenas de milhares dos nossos melhores jovens. O candidato que é apresentado como o mais experiente não teve essa coragem. Não foi por falta de palco e de oportunidade. Entre ziguezagues, foi apoiando, com bonomia e críticas pontuais, os ataques ao Estado Social e à nossa soberania democrática. António Sampaio da Nóvoa não tem experiência partidária. Isso não é bom nem mau. É tão respeitável como tê-la. Mas não é por acaso que, nos últimos quatro anos, e ocupando um lugar que não costuma ter visibilidade política, foi visto por tantos como porta-voz do nosso descontentamento. Não é por acaso que conquistou o apoio de três antigos Presidentes da República. E não é por acaso que, sem o apoio de qualquer partido com assento parlamentar, se afirma como a alternativa ao candidato do PSD e do CDS. Ao contrário do que aconteceria com Manuel Carvalho da Silva, que teria o meu apoio imediato se concorresse, Sampaio da Nóvoa não é o candidato do meu espaço político natural. Também não é, ao contrário do que aconteceu com o Jorge Sampaio, alguém que eu apoie depois de ter votado nele, noutras circunstâncias. Não é, por assim dizer, uma escolha prévia e evidente. Mas a sua candidatura tem a enorme vantagem de não cumprir outra função que não seja a prevista para estas eleições. Não é, como Maria de Belém, um ajuste de contas interno a um partido. Não é, como Edgar Silva e Marisa Matias, uma medição de forças entre partidos, para fazer a desforra das legislativas. É mesmo candidato à Presidência da República. A sua serenidade e solidez dão garantias de voltarmos a ter em Belém um Presidente da República que seja uma referência ética e intelectual. Não é pouco. Terá, por isso, o meu voto.

In Facebook – Daniel Oliveira»


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