Joaquim Seixas: «Por que apoio Sampaio da Nóvoa?»

Joaquim_SeixasA passadeira vermelha que foi estendida ao cidadão, que durante mais de dez anos andou a preparar o terreno para ser candidato a presidente da república, começa já nesta reta final da campanha eleitoral a deixar bem visível, que este candidato não é a pessoa que ele próprio quer fazer crer, nem os pajens da sua corte por muito que se esforcem em enaltecer os seus predicados não podem tapar o sol com uma peneira.
Um monárquico presidente da Casa de Bragança é algo surrealista ser candidato a presidente da república, este filho de um ministro do Estado Novo, afilhado de um presidente de governo (penso que era assim que se chamava) com o 25 de Abril encostou-se logo a um partido que lhe dava garantias de não ser incomodado e criar os alicerces para altos voos na vida política nacional.
Transvertido de democrata, este cidadão, candidato a presidente da república cedo começou a dar nas vistas, o semanário Expresso do senhor Balsemão foi como que a primeira arma que ele recebeu, e que a soube manejar com grande maestria.
Chegou a presidente do seu partido mas nada de relevante fez, mas que se gaba de vencer um referendo, e de uma revisão constitucional que como é sabido não dependeu da sua pessoa.
Como autarca, foi presidente da assembleia municipal de Celorico de Basto, mas como candidato à Câmara Municipal de Lisboa foi um perdedor, que na sua demagogia, foi armar-se em taxista e ir nadar nas águas fedorentas do rio Tejo (nessa época).
A última façanha conhecida deste cidadão, e que aliás teve grande êxito foram as estações de televisão TVI e RTP, um palco mediático para os seus propósitos como se veio a verificar e a confirmar, até os pivôs destas estações pareciam ter sido escolhidos a dedo, trocavam lembrança e só faltava andarem aos abraços e aos beijinhos.
Quando este cidadão vem agora dizer que é um candidato independente, questiono onde é que está a sua independência, se ele numa das suas homilias dominicais afirmou que defenderia sempre a sua família política, que vergonhosamente defendeu sempre o governo da coligação de direita, que fez campanha pelo atual presidente da república, mas que agora como o ainda presidente parece ter pedido a memória quando confrontado com as verdades.
Quando este cidadão, tenta atrapalhar o seu principal adversário no frente a frente na SIC, com aquela pergunta:
«Onde é que o senhor estava no 25 de Abril?» Obteve a resposta: «Não vá por aí professor.» Com grande calma e como grande senhor que é, optou pelo silêncio, para não dizer ao nervoso cidadão candidato aquilo que eu vou dizer agora.
Esteve nas ruas de Lisboa, quando ainda não se sabia se a revolução sairia vencedora, esteve na rua António Maria Cardoso, defronte do quartel da PIDE, onde um cidadão tombou ao lado dele pelas balas disparadas pelos pides.
Nessa altura o cidadão candidato, afilhado de Marcelo Caetano, deveria estar a escrever a carta de despedida ao seu padrinho, a esconder tudo que o pudesse comprometer, e quiçá escondido num canto qualquer com medo de ser preso.
Não votarei num Cavaco 2, não votarei em mentirosos, porque um mentiroso por muito que tente disfarçar deixa sempre cair a mascara.

Joaquim Seixas

9/01/2016

In Facebook – Apoiar Sampaio da Nóvoa: http://www.facebook.com/apoiarsampaiodanovoa/

Para ler outras mensagens que nos foram enviadas: https://apoiarsampaiodanovoa.com/category/que-futuro-para-portugal/


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s